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Das suas Profundas meditações sobre as perfeições divinas:
"O amor deles está longe de ser equiparado àquele de Deus. Os anjos amam as criaturas com um amor imenso, com um amor de verdade e de regeneração. E’ um amor intenso que surge do coração do Verbo, porque veem nele a dignidade das criaturas e o amor que ele sente por eles; este amor dos anjos representa, por assim dizer, o amor que abunda do amor do Verbo, que os anjos recolhem em si e transmetem depois às criaturas na parte mais nobre do seu ser, isto é, o coração. Oh! Se a criatura conhecesse o imenso amor dos anjos!... O amor deles trás sabedoria e prudencia à alma: sabedoria nas suas obras, que as executam com sinceras intenções para a grande gloria de Deus; prudencia em manter as virtudes que dão vida a todos os amores, cuja união forma um anel precioso para o noivado com a esposa; os serafins que comungaram eles descem do céu, os pegam com duas das suas asas, as enfeitam com outras duas e as levam com as ultimas duas à presença do esposo. Vendo isto, os coros dos anjos se levantam e também eles querem fazer alguma coisa para a esposa, mas, não sabendo que coisa, se colocam a louvar de todo coração dizendo: "Ela é digna de receber um novo nome", e inclinando-se – pois na esposa eles honoram o Esposo – fazem homenagem a Ele".
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