Flagellación - La Pasión de Jesús

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Flagellación - La Pasión de Jesús

Tomado de :
" Abriré un camino en el desierto "

 
Um grito de Amor

A FLAGELAÇÃO DO FILHO DE DEUS

Este foi o suplício atroz pelo qual Pilatos tentou comover a multidão que clamava pela morte de Jesus, para poder salva-Lo da pena capital, mas em vão. No Santo Sudário, pode-se perceber que Jesus sofreu aproximadamente 120 golpes, cada um com seis marcas de feridas dos pregos e que os chicotes haviam sido feitos de vários cordões trançados, em cujas extremidades havia uma bola de chumbo com pregos ou pequenos pedaços de osso afiado.

Flagellación - La Pasión de JesúsSerá que um homem é capaz de suportar voluntariamente tal suplício e tanta atrocidade? A carne gritava sua agonia sob a impiedosa flagelação infringida pelos carrascos a serviço do mal. Sim, o Amor o fez suportar este extremo sofrimento como uma oferenda e um sacrifício por todos nós. Pensemos: como homem, Sua carne não era diferente à nossa, portanto o sangue corria em Suas veias, dando vida como acontece conosco, mas ainda deveria derramar até a última gota para nos resgatar dos erros que cometemos, como também dos que viríamos a cometer.

Se todas as culpas caíam sobre Ele como uma enorme pedra, enquanto isso o Maligno, acorrentado, se inclinava para ver e desfrutar da tremenda tortura, com um sentimento de vitória com a destruição do corpo de Jesus. Se fosse possível, os algozes teriam dilacerado e destruído também Sua alma. Mas acabaram com cada centímetro de Seu corpo, feriram não somente a pele, mas também a carne (cfr. Is. 53, 5). Tenta ferir um pedacinho de tua carne com um alfinete e poderás então compreender a intensa dor que sente um corpo martirizado. Este momento, como num pesadelo, Ele o havia visualizado no Horto das Oliveiras e havia até transpirado sangue. (cfr. Lc. 22,44)

Carregar a cruz e beber do cálice amargo eram muito mais do que o ser humano poderia suportar. Portanto todas as feridas, as aflições, as crueldades, os sofrimentos, as penas, as dores jamais poderiam comparar-se à Sua agonia. Ele, então, não sofreu com o corpo, mas com a totalidade de Seu ser. Abandonado pelos discípulos que Ele amava, golpeado até por aqueles que foram beneficiados por Suas graças, zombado como o pior dos homens, desprezado como um impostor... Carregou tudo sobre Seus ombros e aceitou Sua Cruz com compaixão, como homem e como Deus. (cfr.Eb 4,15). O quanto isso Lhe custou? E, mesmo assim, poucos são os que conseguiram e conseguem perceber que Este Homem Flagelado é Deus, que tinha vindo para gritar Seu Amor, para arrancar da humanidade o pecado e reconciliar-se com ela, lavando com Seu próprio sangue os erros de todos. (cfr. Ap 7,14).

Um grito de Amor
 
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