Decálogo

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Mestre, que tenho que fazer

"Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna? Disse-lhe Jesus: "Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me".
(Mt 19,21)

A sequela de Jesus implica a observância dos mandamentos.

O Senhor é nosso Deus

O homem, em escolher as regras do proprio agir, é predisposto a preferir aquelas que proveem dos desejos da carne, chega a elevar as muitas concupiscência aos proprios idolos e de consequencia fica escravo.
Ele sempre examinou se o seu agir, que provém do intimo da sua essencia, é correto. A sensação do justo ou para dizer melhor, do moralmente correto, atravessou em fases alternas o tempo, influenciando sociedade, culturas e povos. A moral é para o homem justo, a estrada para obter o bem e alcançar a paz interior.
Para este fim Deus, para socorrer o homem e guià-lo no tempo pelas estradas inacessiveis do mundo, doou os dez mandamentos. São regras ditadas pelo seu ardente amor e indispensáveis ao homem para proceder expedido na estrada do verdadeiro bem e vencer a batalha contra o proprio egoismo. Esta é uma estrada para alcançar o amor e obter, no tempo estabelecido, o premio eterno.

Deus é Caridade, Bondade, Sabedoria, Força, Potencia, Perfeição, ou seja, o Tudo, te convida com um amoroso comando: "Se tu queres ser um homem justo e bom, deve seguir o Decálogo, não existe outro modo". Bem, experimenta a interpelar o teu intelecto, refletes com logica e verás a qual profundidade alcança o convite de Deus e a mesma razão te faràs compreender que o Decálogo è necessario para edificar a tua natureza humana.

Em todas as parte do mundo e em qualquer ordem juridico, os ladrões, os homicidas, os mentirosos são perseguidos porque cometem reatos, todavia existem comportamentos que coenvolgem a moralidade do homem como o respeito aos pais, não desejar a mulher do proximo, as coisas dos outros que não entram nas leis civis, mas naquela moral e natural. Eis a necessidade de renegar os desejos não bons a fim de que não entrem na mente para ativar a vontade e transformar-se em reais: somente assim poderemos eliminar a raiz daquilo que ainda não é, mas que poderia ser.

O homem é por natureza egoista, pigriçoso, incrédulo, no seu intimo tem o desejo do bem mas o renega. Todavia o mal trás sempre consequencias para quem o comete, porque o mal corrompe, compromete as razões do coração e reduz a sua capacidade de amar. Alimenta também o orgulho que faz cair o homem na desesperação e na infelicidade. A verdadeira alegria consiste no amar e ser amado e tudo aquilo que impede de realizar este amor produz tristeza, solidão e egoismo. O egoismo gera desejos de concupiscencia e cria os fogos que geram aquela inestinguivel aridez que nenhum prazer poderá satisfazer.

As regras do Decálogo preservam o homem da infelicidade e o levam à estrada do amor. Estas regras são um patrimonio reservado somente aos credentes? Não, é um patrimonio ao qual todos possam atingir com abundancia. Aos antimoralistas ativos de sempre mas ainda mais resolutos hoje, não saberão como responder à desesperação dos seus filhos que perguntarão seja a razão da existencia deles, seja do vazio imenso dos seus corações, seja do amor verdadeiro que não desilude mas que não sabem onde encontrar.

Os primeiros tres mandamentos do Decálogo falam sobre o culto de Deus e são os mais importantes porque o Onipotente tem a precedencia sobre tudo e, de consequencia, deve ser amado e adorado sobre todas as coisas. Este dever não é reservado somente aos credentes, mas para todos aqueles que se são perguntados sobre o fim ultimo do viver isto é, a razão de viver. E’ uma pergunta à qual se deve responder porque coenvolge a propria existencia, abre o horizonte à esperança e à eternidade. Isto significa compreender que Deus está perto de nós na alegria come no sofrimento e espera de nos ajudar com amor assim que o pedirmos.
E’ facil compreender que o homem quando se separa da Deus é uma nulidade enquanto unindo-se a Ele que é vida, potencia, Fortaleza, sabedoria, temperança, justiça, prudencia, bondade, misericordia, caridade e tantas outras coisas, nos doa aquelas virtudes para que nos transformemos filhos no Espirito.

Em uma sociedade onde a ciencia do mundo não sabe elevar si mesma ao nivel sobrenatural, mas se esforça de abaixar o sobrenatural ao seu nivel terreno, liga a existencia de Deus como fruto de uma qualquer especulação filosofica sem nenhuma importancia. Afirmam com o saber, que não é possivel demonstrar cientificamente Deus e então o Onipotente não pode existir. Cegos pela superbia, divulgam esta mentira e não podem ver os grandes testemunhos que Deus deu através de fatos incrediveis. Seria suficiente parar e meditar sobre as curas milagrosas acontecidas nos santuarios marianos como Lourdes, Fatima, Medjugorie ou através dos Santos quais: S. Francisco de Assis, Padre Pio, S. Antonio de Padua, somente para citar alguns.

A um jovem que pedia o que deveria fazer para haver a vida eterna, Jesus risponde: "Se quiser entrar na vida, observa os mandamentos". "Não pensais que eu tenha vindo a abolir a Lei ou os Profetas; não vim para abolir, mas para cumprir o que determinei. Na verdade vos digo: até que não sejam passados o céu e a terra, não passarà um sinal da lei, sem que tudo seja terminado. Quem trasgredirá um só destes preceitos, mesmo minimo e ensinará aos homens a fazerem o mesmo, será considerado minimo no reino dos céus. Quem invés os observará e os ensinará aos homens, será considerado grande no reino dos céus" (Mt 5,17-19).

Observar os dez mandamentos é necessario para caminhar em direção à liberdade; a primeira liberdade. Escreve sobre isso S. Agostinho: "Consiste em ser livre de crimes... Come seria o homicidio, o adulterio, a fornicaçao, o furto, a fraude, o sacrilegio e assim por diante. Quando um começa a não ter estes crimes, começa a levantar a cabeça em direção à liberdade, mas isto não é que o inicio da liberdade, não a liberdade perfeita...".


Os Dez Mandamentos

  1. Eu sou o Senhor teu Deus não terás outro Deus além de mim.
  2. Não invocar o Santo Nome de Deus em vão.
  3. Santificar os Domingos e Festas de Guarda.
  4. Honrar Pai e Mãe.
  5. Não matar.
  6. Guardar castidade nas palavras e nas obras.
  7. Não roubar.
  8. Não levantar falsos testemunhos.
  9. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
  10. Não cobiçar as coisas alheias.

A relação entre a liberdade do homem e a lei de Deus encontra a sua sede intima na consciencia moral que se realiza nos atos humanos e através destes atos de malicia ou de bondade que produzirão no homem o proprio mutamento. Os atos de bem o levarão em direção à perfeição das virtudes.

"Todos os seres sujeitos a uma transformação não permanecem identicos a si mesmos, mas passam continuamente da um estado a outro mediante uma transformação que opera sempre, em bem ou em mal" (S. Gregorio Nisseno).

"E não vos conformei com este mundo, mas transformais-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, perfeita vontade de Deus". [Rm 12:2].

Antes de continuar à exposição detalhada dos dez mandamentos termino esta primeira exposição com um breve mas illuminante pensamento. Neste periodo obscuro que nos parece tanto luminoso no nosso caminho sobre a terra, fixamos com horror a fossa, um buraco obscuro, onde o nosso corpo se transformará em lama na sua decomposição. Para não cair na desesperação nós devemos estarmos certos que daquela Lama surgirá uma chama, uma luz que é a alma. A alma que é o dom de Deus, quererá procurar Deus para unir-se a Ele na casa eterna, antes porém, deverá receber o Julgamento divino que terá consequencias eternas de alegria ou de danação. Seria bem pensar antes que os sinos soem também para nós, porque chegamos ao fim do nosso tempo sobre a terra..

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