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Titolo
Autore
Le città invisibili Italo Calvino
Recensione a cura di Joana

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As cidades invisíveis de Italo Calvino foram criadas para sonhar. Kublai Kan precisava de estorias fabulosas para dormir, e nós leitores sonhamos com os olhos bem fixos nas incríveis descrições de paisagens utópicas, nos encontramos em meio a populações de cultura arabesca, ou mesmo nos sentimos dentro de cidades proibidas chinesas. Este livro te conduzirá por lugares exóticos e fascinantes, terras que muitas vezes são iluminadas ou mesmo mergulhadas em profunda escuridão. Será uma viagem num mundo desconhecido feito para ser apreciada por todos os sentidos, porém não se pode comprar passagem real para visitar. Mas com a mente pronta à visualizar suas detalhadas descrições, o leitor se sentirá próprio dentro destas incríveis cidades. Quem sabe sentindo-se uma das personagens.
Sou uma sonhadora e sempre tive uma grande imaginação, mas são realmente pequenas e insignificante se comparo com a forte atração, e genialidade proporcionadas neste livro.


Nas descrições das cidades um ponto que despertou em mim uma grande curiosidade, é que em alguns momentos vejo, mesmo sabendo que são completamente imaginárias, um q das sete cidades do Apocalipse. Clarisse de Calvino e Laudiceia do Apocalipse reforçaram ainda mais esta minha impressão, pois a semelhança de degradação entre as duas, falo do sentimento provocado, despertado nas duas leituras, só o sentimento pois a descrição das duas são bem diferentes. Em meio a nomes de cidades desconhecidas imaginárias vemos os nomes de megalópolis bem conhecidas tanto por suas dimensões gigantescas, e por seus conflitos e problemas sociais que têm as mesmas magnitudes.
Podemos ver também durante a descrição da cidade dos que ainda não nasceram um pouco de Allan Kardec. É sempre curioso quando encontramos em algumas obras literárias um fundamento, mesmo claramente involuntário, de pensadores que fundaram certos seguimentos idealistas ou religiosos. Laudomia uma cidade dos mortos ligada por um funil a cidade dos que não nasceram. Este tipo de ligação de mortos e vivos e os que ainda não nasceram é o que me fez recordar Kardec.
Mas a força deste livro é justamente a capacidade de descrição de indivíduos numa determinada sociedade, a crítica integrada nas descrições minuciosas e utópicas de cidades e habitantes, deixando muito bem nítido em nossa mente nossa própria cidade e os velhos hábitos, bons ou relativos, de civilizações passadas. A herança cultural repassada por gerações que podem até mesmo receber outros nomes mas são essencialmente infiltradas e perpetuadas em todas as civilizações.
As cidades invisíveis de Italo Calvino, é um convite à imaginação.

Scorrevolezza Valore artistico Contenuti Globale

Fronte
Retro



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Titolo
Le città invisibili
Tit. originale
Le città invisibili
Autore
Italo Calvino
Editore
Einaudi
Anno
1972
Pagine
170
Genere
Romance
Argomento

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