08 de setembro de 2011: 189 anos de independência do Brasil
(Boas-vindas e saudações do Reitor - Pe. João Roque Rohr SJ - aos presentes à Missa e recepção)
Como anfitrião no Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em parceria com a Embaixada do Brasil junto à Santa Sé, dou-lhes as boas vindas e sinto-me feliz por vê-los presentes nesta tarde na Capela Nossa Senhora Aparecida para a Missa de Ação de Graças em comemoração aos 189 anos de independência do Brasil, em comunhão com todo povo brasileiro. Se a tocha do “fogo simbólico”, percorreu todos os Estados do país, iluminando e aquecendo o patriotismo até chegar a Brasília no dia sete de setembro, para ser apagada solenemente na Esplanada dos Ministérios da Capital Federal Brasília, ela também crepita invisivelmente em nossos corações aqui em Roma, porque nunca devemos esquecer a terra em que nascemos e o povo que nos transmitiu e ensinou sua história, sua cultura, seu jeito de ser, sua fé, seu caloroso amor e sua esperança no futuro. Como cidadãos e, principalmente, como cristãos e católicos temos sobejos motivos para agradecer a Deus e aos compatriotas que nos legaram a preciosa herança de tantas riquezas naturais, de tanto desenvolvimento cultural, esportivo, artístico, de tantos empreendimentos no campo e nas cidades, projetando o Brasil no cenário internacional como país emergente de grande futuro, em paz com todo mundo, graças à índole cordial e gentil de seu povo e das indiscutíveis qualidades e habilidades de nossos Embaixadores e Representantes no Exterior. Por tudo isto, demos imensas graças a Deus! Agradeçamos a Deus, de modo especial, pelo feliz êxito do acordo assinado entre o Brasil e a Santa Sé, regulando as relações entre a Igreja Católica e o Estado Brasileiro. Rezemos ao Divino Espírito Santo pela correta implementação e operacionalização do acordo em favor da nossa gente. Comentando as relações entre a Igreja e o Estado, o famoso Pe. Jesuíta Henrique Cláudio de Lima Vaz, grande e reconhecido filósofo e profundo conhecedor da realidade brasileira, assim escrevia: "A Igreja não participa mais, depois da proclamação da República, como nos tempos do padroado e da união entre ela e os governos coloniais e monárquicos, sob o império das leis de então, como órgão administrativo. Mas, desempenha uma força produtora de bens simbólicos, isto é, da cultura, das crenças, das concepções morais e éticas, da visão do mundo”. ”Foi assim que ela penetrou de modo profundo, estrutural e visceral, a formação do corpo histórico da nossa nação. Como separar Brasil e Igreja? Como entender o Brasil sem a Igreja? Como membros comprometidos e solidários com esta parcela da humanidade e da Igreja Católica a serviço do Reino de Deus, expressemos nossa gratidão e nossas esperanças pelos cantos e pelas preces da celebração Eucarística. |
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