12 de outubro de 2011: DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA
(Homilia de S.E.Rev.ma Dom. Manuel Monteiro de Castro, Arcebispo Secretário da Congregação para os Bispos)
|
“Viva a Mãe de Deus e nossa, Este hino vai ajudar-nos numa breve reflexão sobre o significado da imagem de Nossa Senhora Aparecida, o da sua coroa e o da sua solicitude maternal. Caríssimos irmãos em Cristo, Sinto-me muito feliz ao celebrar convosco a festa da Padroeira do sempre amado Brasil, cuja imagem, aparecida em 1717, foi coroada em 1904, proclamada oficialmente Padroeira da Nação em 1931 e agraciada com a Rosa de Ouro pelo Papa Paulo VI em 1967 e por Bento XVI em 2007. Cordiais saudações a todos e a cada um de vós e particularmente aos Reverendíssimos Sacerdotes concelebrantes, ao Senhor Embaixador do Brasil junto à Santa Sé Dr. Almir Franco de Sá Barbuda, ao Senhor Embaixador do Brasil junto à República Italiana Dr. José Viegas, aos Membros do Corpo Diplomático, aos Irmãos e Irmãs Consagrados e Leigos que compõem a Comunidade dos Brasileiros em Roma. Desejo expressar sentimentos de gratidão ao Reverendíssimo Reitor, P. João Roque Rohr e à Comunidade Jesuítica responsável pelo Pontifício Colégio Brasileiro, tão intimamente ligado à vida do povo e à transmissão do evangelho de Cristo e do magistério da Igreja; agradeço sensibilizado o convite a presidir esta solenidade e as generosas palavras que teve a bondade de me dirigir. De fato, para mim é uma honra poder neste dia irmanar-me ao canto da Igreja do Brasil em louvor da Virgem Aparecida. Transporto-me convosco para as margens do Rio Paraíba, onde os pobres pescadores o pão foram buscar e nas redes encontraram, por maravilhoso desígnio divino, a singela imagem da Imaculada. Quem é a Virgem que contemplamos na imagem da Aparecida? È Maria de Nazaré, Mãe de Jesus Cristo e nossa Mãe. Como nas bodas de Canã da Galileia, Nossa Senhora continua, a través do séculos, a mostrar cuidados de mãe providente por todos nós os seus filhos. Ao visitarmos santuários marianos, ficamos muitas vezes profundamente impressionados pela quantidade de ex-votos, de recordações, de favores, graças, de agradecimentos de homens e mulheres, grandes e pequenos, ricos e pobres. Esta maternidade de Nossa Senhora permanece para sempre. Depois da Assunção, continua a sua missão de Medianeira, obtendo graças para quantos a invocam (cf. Lumen gentium, 62). Tornou-se nossa mãe no Calvário e mãe da Igreja no dia de Pentecostes. E que significa a coroa que contemplamos na imagem da Aparecida? Significa que é Rainha, que tem poderes de Rainha. E qual é a peculiaridade do seu Reino? É a de conduzir-nos a Cristo, ajudando-nos a superar as dificuldades que encontramos no nosso caminhar. Os pescadores levaram a imagem para casa, cumprindo, talvez sem o saber, a ordem de Jesus no Calvário: “Filho, eis a tua Mãe”! Daquele dia em diante custodiaram-na na humilde casa, agasalharam-na com o manto da devoção e do amor e, na sua presença repetiram, quem sabe quantas vezes: “Ave, Cheia de Graça. O Senhor é convosco”! Os textos litúrgicos que acabamos de escutar se aplicam maravilhosamente à festa de hoje. Falam-nos da Rainha para quem o Rei olhou com agrado. É admitida aos aposentos reais, pode tocar o cetro real e lhe é sempre consentido pedir em favor de seu Povo. Na sua humildade, a Virgem Maria acede à intimidade do coração de Deus e intercede por nós seus filhos. O texto do Evangelho nos transporta a Canã da Galileia e recorda-nos o banquete nupcial, antecipação do banquete do Cordeiro. As talhas de água da antiga Aliança são agora insuficientes para doar a plenitude da Aliança com Deus. Caríssimos irmãos, Quanto nos é presente hoje o senso da insuficiência dos nossos recursos para alcançarmos a satisfação do profundo anseio que trazemos de verdadeira felicidade, de paz, de serenidade e de justiça para casa uno de nós e para o mundo atormentado entre tantas dores e sofrimentos. Somos conscientes de que as frias talhas de pedra, ainda que transbordantes de água das nossas próprias forças, são incapazes de doar o vinho novo da alegria. Alegra-nos particularmente saber que os Bispos do Brasil, nas últimas directrizes promulgadas, acolhem plenamente o Conselho da Virgem em Canã da Galileia. De fato, assim se exprimem: “Toda ação da Igreja brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e para o Reino do Pai. Jesus Cristo é nossa razão de ser, origem do nosso agir, motivo de nosso pensar e sentir”. Cada um de nós está chamado a conhecer a Jesus Cristo e a transmitir a sua mensagem, os sus ensinamentos, a sua palavra, na família, na escola, no trabalho, na vida publica e onde nos encontramos. Podemos contar sempre com a mão maternal da virgem Santíssima, da Aparecida. Termino, convidando-vos a dirigir-nos a Nossa Senhora com a invocação da Sua Santidade Bento XVI: Santa Maria, Mãe de Deus, |
|
'); //--> |